Histórico
O Programa Ambientes Verdes e Saudáveis é uma iniciativa de sucesso que integra três secretarias municipais de São Paulo: Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Secretaria da Saúde e Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Presente em toda a capital paulista, é desenvolvido nas unidades de saúde que trabalham com a Estratégia de Saúde da família e tem como protagonistas os Agentes Comunitários de Saúde.
Em sua primeira fase, realizada de março a julho de 2007, o PAVS promoveu a capacitação de cerca de seis mil Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Proteção Social para que estes profissionais pudessem reconhecer os desafios presentes em seus territórios, mobilizar a população e implementar ações locais de prevenção, proteção e preservação do meio ambiente.
Para que esta iniciativa se tornasse realidade, a organização do projeto contou com a participação de 11 instituições parceiras do PSF. Uma destas parceiras é o Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM), que selecionou e contratou seis educadores para a formação de 366 agentes.

A partir dessa capacitação, os agentes ficaram mais sensibilizados em relação às questões ambientais e da Cultura de Paz existentes em seus territórios e já estavam preparados para pensar soluções, apresentá-las e desenvolvê-las, envolvendo as comunidades locais.
Com o objetivo de colocar em prática tudo o que foi discutido na capacitação e desenvolver ações locais que pudessem interferir na qualidade de vida da população, em 2008 deu-se início a segunda fase do PAVS, onde os Gestores locais e Gestores Regionais passaram a acompanhar os agentes no processo de viabilização destas ações (projetos de Intervenção Local).
PAVS 2008 NA OS-CEJAM
De fevereiro a julho de 2008, a Coordenação de Saúde Microrregião M’ Boi Mirim OS-CEJAM retomou as ações do PAVS através da contratação de quatro Gestores Locais. A atuação destes Gestores, junto aos atores locais e a Coordenação de Saúde Microrregião M’Boi Mirim OS-CEJAM, possibilitou o desenvolvimento de 33 projetos de intervenção local, propiciando a melhoria da qualidade ambiental e de saúde da Microrregião M’ Boi Mirim.

Os projetos foram elaborados com base nas necessidades existentes em cada território, que foram identificadas através de visitas técnicas e reuniões com as equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), gerentes de unidades, comunidade, Subprefeitura, Núcleo de Gestão Descentralizada (NGD) da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e instituições locais que foram parceiras no desenvolvimento destes projetos.
Projetos elaborados e desenvolvidos nas Unidades de Saúde e Comunidade
Intervenção Local |
UBS |
Arborização e revitalização de praças |
Alto do Rivieira e Jardim Guarujá e Jardim Kagohara |
Cultivo de hortaliças e ervas medicinais |
Chácara Santa Maria,Jardim Coimbra Santa Margarida e Santa Lúcia |
Implantação de coleta seletiva |
Jardim Caiçara, Jardim Coimbra, Jardim Herculano e Jardim Nakamura |
Educação Ambiental com crianças, adolescentes e adultos |
Alto do Rivieira, Jardim Coimbra, Jardim Herculano e Jardim Kagohara |
Elaboração do projeto para Implantação de um Parque |
Cidade Ipava |
Palestras sobre Meio Ambiente |
Associações de Bairro, Escola Seqüencial, E. E. Sinhá Pantoja, E. E. Mário Moura, E. E. Zacarias e E. E. João de Deus. |
Reorganização dos Catadores de Materiais Recicláveis |
Jardim Caiçara, Jardim Capela, Parque do Lago, Parque Novo Santo Amaro e Vila Calú |
Projeto “Cooperando com o Meio Ambiente” |
Cidade Ipava, Jardim Aracati, Jardim Capela, Parque do Lago e Vila Calú |
Oficina de Reutilização de Alimentos |
Jardim Capela |
Formação de ACS Multiplicadores na confecção de aquecedores de baixo custo |
Agentes das 17 unidades gerenciadas pela OS-CEJAM |
Oficinas de reutilização de materiais recicláveis e reaproveitamento de óleo vegetal usado |
Realizadas em 15 das 17 unidades da OS-CEJAM, Associações de Bairro e Movimento Nacional dos Catadores de Rua (MNCR) |
O projeto Parque Cidade Ipava, elaborado em 2008, foi uma iniciativa da comunidade do bairro Cidade Ipava, representada pelo conselho Gestor da Unidade. Os conselheiros e o gerente da unidade se uniram à gestora local do PAVS para elaborar este projeto, que foi encaminhado para a Subprefeitura do M’Boi Mirim e prevê a criação de uma área de aproximadamente 800.000 m2, às margens da represa Guarapiranga, que além de preservar a fauna e flora ainda existentes no local, propicia um espaço de lazer e convivência para a população.

Projeto QUERER É PODER
O Projeto “Querer é Poder”, uma belíssima iniciativa da enfermeira Ester – UBS Alto do Rivieira, cria um espaço de aprendizado e atuação do adolescente na comunidade, bem como incentiva os adolescentes a serem agentes de intervenção de saúde e meio ambiente. A parceria firmada entre o PAVS e o projeto já promoveu 36 oficinas de educação ambiental com estes jovens e beneficiou, indiretamente, cerca de 100 famílias da região através do conhecimento que é transmitido por eles aos familiares e amigos. A partir destas oficinas, uma “Feira do Pufe” foi realizada no CEU Guarapiranga e os adolescentes tiveram a oportunidade de discutir a temática ambiental com alunos de três turmas de oitava série do CEU e transmitir aquilo que aprenderam. Uma visita técnica ao Parque Ecológico Guarapiranga também foi realizada com o grupo de adolescentes.
Além de propiciar um espaço de discussão sobre meio ambiente com jovens da região, o Projeto “Querer é Poder” também traz a possibilidade de geração de renda para as famílias destes jovens. Cerca de seis adolescentes utilizam os conhecimentos adquiridos nas oficinas para produzir e vender sabão caseiro, complementando assim a renda das famílias.
Os catadores de materiais recicláveis também foram foco do PAVS no CEJAM em 2008. O projeto de Reorganização dos Catadores de Materiais Recicláveis, desenvolvido em 05 unidades básicas, possibilitou o fortalecimento da rede de catadores na Microrregião M’Boi Mirim. Os participantes receberam uma capacitação relacionada à segurança no trabalho, higiene e saúde, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para garantir a segurança durante a coleta, fizeram exames médicos e foram vacinados.
O trabalho de Reorganização dos Catadores contribuiu para o desenvolvimento de um outro projeto, o “Cooperando com o Meio Ambiente”, que também tem como público os catadores de materiais recicláveis e como objetivo fortalecer os grupos de coleta seletiva na área de abrangência do projeto, visando a formação de núcleos de Catadores a fim de regularizar e organizar as redes de comercialização coletiva, articulando os diferentes atores na construção da sustentabilidade ambiental.
Uma parceria com catadores também foi firmada nas unidades onde a Coleta Seletiva foi implantada. Coletores coloridos, para a separação do material, foram instalados em três unidades sob Gestão Direta OS-CEJAM e no Centro para Crianças e Adolescentes Nossa Senhora de Fátima - área de abrangência da UBS Jardim Herculano. Os catadores das regiões próximas foram convidados a participar coletando o material gerado.
PAVS 2009
Um dos grandes desafios enfrentados para implementação dos projetos de intervenção local nas unidades foi o período de tempo que se estabeleceu entre a segunda fase, encerrada em 30 de julho de 2008, e a terceira fase, iniciada em 2009. A saída dos gestores locais deixou uma lacuna no processo de trabalho do PAVS na Microrregião, no que diz respeito a articulação dos atores locais, elaboração de materiais educativos, acompanhamento dos projetos encaminhados ao poder público, monitoramento e registro das ações, capacitação e sensibilização das equipes e comunidade.
Apesar desta lacuna, alguns projetos se mantiveram ativos, como a coleta seletiva nas unidades, que continua beneficiando os catadores da Microrregião e a Educação Ambiental no CAPS Adulto M’ Boi Mirim – Espaço Cultura e Natureza Urbana, realizada uma vez por semana pelo farmacêutico Tiago.

Com terceira fase do PAVS, agora totalmente vinculado às ações da Atenção Básica/SMS, uma gestora local foi contratada para dar continuidade aos projetos junto às equipes da Estratégia Saúde da Família. Foi realizado um Diagnóstico Situacional, por solicitação da Secretaria Municipal de Saúde, visando listar os projetos existentes e identificar seu “status”.
Inicia-se agora a etapa de diálogo com as UBS, instituições, ONGS, Subprefeitura, Núcleo de Gestão Descentralizada (NGD) e demais atores locais para restabelecer a rede formada na segunda fase do PAVS e retomar os projetos.

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